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Isto precisa é de um referendo em cada esquina

O casamento entre pessoas do mesmo sexo deve ser referendado caso a caso. Se o objectivo é metermo-nos na vida dos outros, façamo-lo com o brio que essa nobre tarefa merece.

5:33 Quinta-feira, 3 de Dez de 2009

Confesso que não sei se as pessoas nascem com essa característica ou se optam por adoptar o comportamento desviante que a Bíblia, aliás, condena - mas, na minha opinião, os canhotos não deveriam poder casar. Nem adoptar crianças. Um casal de pessoas, digamos, normais, acaricia a cabeça dos filhos como deve ser, da esquerda para a direita. Os canhotos acariciam da direita para a esquerda, o que pode ter efeitos perversos na estrutura emocional das crianças. Na verdade, sou contra a adopção por casais heterossexuais em geral, sejam ou não canhotos. Atenção: não tenho nada contra os heterossexuais. Tenho muitos amigos heterossexuais e eu próprio sou um. Mas não concordo que possam adoptar crianças. Em primeiro lugar, porque é contranatura. Quando olhamos para a natureza, não vemos casais de pardais ou de coelhos a adoptarem crias de outros. Pelo contrário, esforçam-se por colocar as suas crias fora do ninho ou da toca o mais rapidamente possível. Ou usam as suas próprias crias para produzir novas crias. Mas não adoptam. Provavelmente, porque sabem que é contranatura. Por outro lado, a adopção por casais heterossexuais pode condicionar a sexualidade das crianças. Todos os homossexuais que conheço são filhos de casais heterossexuais. A influência de heterossexuais tem, por isso, aspectos nefastos que merecem estudo cuidadoso. Por fim, há a questão do estigma social. Suponhamos que uma criança adoptada por um casal heterossexual é convidada para ir a casa de um colega adoptado por um casal de homens. Como é que o miúdo que foi adoptado por heterossexuais se vai sentir quando perceber que a casa do colega está muito mais bem decorada do que a dele?

Quanto ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, mais do que ser a favor de um referendo, sou a favor de vários. Creio que o casamento entre pessoas do mesmo sexo deve ser referendado caso a caso. O Fernando e o Mário querem casar? Pois promova-se uma grande discussão nacional sobre o assunto. A RTP que produza um Prós e Contras com cidadãos de vários quadrantes que se posicionem contra e a favor da união do Fernando e do Mário. Organizem-se debates entre o Mário e os antigos namorados do Fernando, para que o povo português possa ter a certeza de que o Fernando está a fazer a escolha certa. E depois, então sim, que Portugal vá às urnas decidir democraticamente se concede ao Mário a mão do Fernando em casamento. E assim para todos os matrimónios. Se o objectivo é metermo-nos na vida dos outros, façamo-lo com o brio que essa nobre tarefa merece.

Defendo, portanto, uma abordagem especialmente cautelosa desta questão. Sou muito sensível ao argumento segundo o qual, se permitirmos o casamento entre pessoas do mesmo sexo, teremos de legalizar também as uniões dos polígamos. E sou sensível porque, como é evidente, não posso negar que me vou apercebendo da grande movimentação social de reivindicação do direito dos polígamos ao casamento. Parece que já temos entre nós vários muçulmanos, grandes apreciadores da poligamia. E eu não tenho homossexuais na família, nem entre os meus amigos, mas polígamos, muçulmanos ou não, conheço umas boas dezenas. Se toda esta massa poligâmica desata a querer casar, receio que os notários fiquem com as falangetas em carne viva, de tanto redigirem contratos de união civil. Mas, felizmente, confio que os polígamos sejam, também eles, sensíveis à mais elementar lógica: a poligamia é uma relação entre uma pessoa e várias outras de sexo diferente. A reivindicarem a legalização das suas uniões, fá-lo-iam a propósito do casamento entre pessoas de sexo diferente, com o qual têm mais afinidades. A menos que se trate de poligamia entre pessoas do mesmo sexo. Mas, segundo o Presidente do Irão, parece que entre os muçulmanos não há disso.

 

 
 
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Para que serve um referendo?
a.dúvida (seguir utilizador), 4 pontos (Bem Escrito), 19:59 | Domingo, 6 de Dez de 2009
As decisões pessoais são isso mesmo: pessoais.
A privacidade de cada um é um direito inalienável (ponto final).
Qual referendo? Para quê!!!
    Re: Para que serve um referendo?   
ponto nos iis (seguir utilizador), 1 ponto , 22:36 | Segunda-feira, 7 de Dez de 2009
    Re: Para que serve um referendo?   
a.dúvida (seguir utilizador), 2 pontos , 10:34 | Terça-feira, 8 de Dez de 2009
    Re: Para que serve um referendo?   
ckage (seguir utilizador), 1 ponto , 16:57 | Terça-feira, 8 de Dez de 2009
Referendo
Santos Silva (seguir utilizador), 2 pontos , 20:32 | Domingo, 6 de Dez de 2009
Sobre várias matérias em relacao à UE, nomeadamente e por exemplo o Tratado de Lisboa nao pediram aos portugueses para se pronunciarem, iriam agora pronunciar-se sobre uma questao que só diz respeito a uma minoria interessada à qual se deve respeitar, porquanto, cada um ama como quer e quem quer.
Respeitosos cumprimentos
Santos Silva - HH/Deutschland
Um referendo a brincar
DMorais (seguir utilizador), 1 ponto , 23:15 | Quinta-feira, 3 de Dez de 2009
Um referendo sobre o casamento de pessoas do mesmo sexo resultaria num fiasco monumental. Além dos directamente interssados no assunto, quem mais iria votar?.
Os portugueses envolvidos numa crise social brutal, com um governo que poderosas forças querem derrubar a qulquer custo e sem haver alternativa democrática a vista, estão mesmo preocupados com as uniões homosexoais. Um pouco mais de bom senso não faria nada mal aos portugueses.
um referendo?
Apolo (seguir utilizador), 1 ponto , 5:00 | Sexta-feira, 4 de Dez de 2009
Se fosse preciso um referendo para todas as coisas raras deste país, teriamos que votar 365 dias por ano!!!
Cumprimentos Ricardo.
Ajudem-me
pmsf (seguir utilizador), 1 ponto , 13:46 | Sexta-feira, 4 de Dez de 2009
oi amigos eu sou um estudante e estou a fazer um trabalho de português em que tenho que apresentar na aula um trabalho oral sobre um texto de opiniao. Nesse texto temos que apresentar a teses, os argumentos, os recursos estilisticos e a nossa opiniao sobre o texto.

Eu escolhi eu texto porque acho um texto interessante so que nao sei qual a tese, os argumentos e quais sao os recursos estilisticos.

se alguém me puder ajudar agradeceria muito. Obr
    Re: Ajudem-me   
a.dúvida (seguir utilizador), 2 pontos , 15:37 | Sexta-feira, 4 de Dez de 2009
    Re: Ajudem-me   
pmsf (seguir utilizador), 1 ponto , 19:22 | Sexta-feira, 4 de Dez de 2009
    Re: Ajudem-me   
a.dúvida (seguir utilizador), 2 pontos , 19:30 | Sexta-feira, 4 de Dez de 2009
    Re: Ajudem-me   
S.R. (seguir utilizador), 1 ponto , 1:53 | Sábado, 5 de Dez de 2009
    Re: Ajudem-me   
Apolo (seguir utilizador), 1 ponto , 6:35 | Sábado, 5 de Dez de 2009
    Re: Ajudem-me   
S.R. (seguir utilizador), 1 ponto , 14:57 | Domingo, 6 de Dez de 2009
    Re: Ajudem-me   
Apolo (seguir utilizador), 1 ponto , 17:44 | Domingo, 6 de Dez de 2009
    Re: Ajudem-me   
Apolo (seguir utilizador), 1 ponto , 19:54 | Sexta-feira, 4 de Dez de 2009
Não precisamos de referendos
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 22:20 | Sexta-feira, 4 de Dez de 2009
Mas sim de sentido de responsabilidade civica.
Incorrecção
solrac (seguir utilizador), 1 ponto , 0:17 | Sábado, 5 de Dez de 2009
Quando refere "Quando olhamos para a natureza, não vemos casais de pardais ou de coelhos a adoptarem crias de outros. Pelo contrário, esforçam-se por colocar as suas crias fora do ninho ou da toca o mais rapidamente possível", não corresponde totalmente à verdade. Há casos em que isso acontece.
    Re: Incorrecção   
forevertheuni (seguir utilizador), 1 ponto , 10:54 | Terça-feira, 8 de Dez de 2009
Não é da conta de todos
Fernando Matias (seguir utilizador), 1 ponto , 19:05 | Sábado, 5 de Dez de 2009
Pois não, não me compete a mim como hetero votar em algo que não me diz respeito.
Isto é quase como pedir ao Prior conselhoes sobre sexo. (a não ser que o Prior...) tenho vistode tudo.
Cumprimentos
Referendo para quê?
NÃO TENTO (seguir utilizador), 1 ponto , 15:48 | Domingo, 6 de Dez de 2009
Os referendos em Portugal tiveram sempre muito pouca participação.
A união entre pessoas do mesmo sexo deve chamar-se tudo menos casamento.
Estamos fartos de votações e fartos de gastar dinheiro em coisas inuteis.
    Re: A palavra casamento não porquê?   
son.ra (seguir utilizador), 1 ponto , 18:34 | Segunda-feira, 7 de Dez de 2009
    Re: A palavra casamento não porquê?   
NÃO TENTO (seguir utilizador), 1 ponto , 19:21 | Segunda-feira, 7 de Dez de 2009
    Re: A palavra casamento não porquê?   
forevertheuni (seguir utilizador), 1 ponto , 10:59 | Terça-feira, 8 de Dez de 2009
    Re: A palavra casamento não porquê?   
ckage (seguir utilizador), 1 ponto , 17:03 | Terça-feira, 8 de Dez de 2009
    Re: A palavra casamento não porquê?   
NÃO TENTO (seguir utilizador), 1 ponto , 11:35 | Quarta-feira, 9 de Dez de 2009
    Re: A palavra casamento não porquê?   
forevertheuni (seguir utilizador), 1 ponto , 12:35 | Quarta-feira, 9 de Dez de 2009
    Re: A preciosa palavra casamento!   
son.ra (seguir utilizador), 1 ponto , 12:42 | Quarta-feira, 9 de Dez de 2009
    Re: A preciosa palavra casamento!   
NÃO TENTO (seguir utilizador), 1 ponto , 10:27 | Quinta-feira, 10 de Dez de 2009
    Re:...de linear não tem nada...   
son.ra (seguir utilizador), 1 ponto , 11:16 | Quinta-feira, 10 de Dez de 2009
União Legal? SIM. Chamar-lhe Casamento? NÂO.
ponto nos iis (seguir utilizador), 1 ponto , 23:09 | Segunda-feira, 7 de Dez de 2009
O Ricardo Araújo diz muita coisa ao contrário não dá para perceber bem de que lado está.
Casamento é uma união de um casal, podia até chamar-se Casalmento.
Será que é preciso dizer mais alguma coisa?
Os homossexuais devem ter os direitos legais que reivindicam, sirvam-se é da sua criatividade e criem uma definição para a sua união, criem um ritual para as suas cerimónias.
Vamos lá ver se a gente se entende;
Eu conheço dois tipos de relações entre homossexuais;
Uma é aquela em que duas pessoas do mesmo sexo, devido ás suas características, se sentem felizes com a relação que têm e desejam viver em comum, na paz de espírito e na privacidade própria da sua relação.
Outra é a daqueles em que, sendo homossexuais têm desejo de protagonismo, de andar nas paginas dos média, de participarem em cortejos de rua embonecados, de fazerem grandes festas e quererem classificá-las e compará-las a casamentos, aproveitando um cerimonial existente e criado para outras situações.
Quanto aos primeiros, penso que, hoje em dia, ninguêm põe em causa os direitos ás suas decisões pessoais ou á sua privacidade. Quanto aos segundos, é uma forma de existência, que tem os defeitos de muitas outras coisas na sociedade, que são os que mais reivindicam e barulho fazem, cujas propostas que fazem têm que ser analisadas de uma forma própria e cujos fins a atingir são a criação de protagonismo.
    Re: União Legal? SIM. Chamar-lhe Casamento? NÂO.   
ckage (seguir utilizador), 2 pontos , 17:09 | Terça-feira, 8 de Dez de 2009
    Re: União Legal? SIM. Chamar-lhe Casamento? NÂO.   
C0XINHA (seguir utilizador), 1 ponto , 20:56 | Sexta-feira, 11 de Dez de 2009
Este assunto já está a ficar chato!!!
Apolo (seguir utilizador), 1 ponto , 20:43 | Terça-feira, 8 de Dez de 2009
Eu acho que não devemos meter a colherada em vida alheia!
Eu não sou contra, nem sou a favor, eles são como são e pronto, que vivam como lhes apetece, mas não podem exigir nada da sociedade, porque há problemas muito mais importantes para resolver neste país! se se emigra por causa dum emprego, porque não se emigra também para resolver uma vida que eles acham natural! este país precisa de espaço, parece a casa do povo, se alguns se forem embora, melhor!!! eles são aceites com direitos noutros países, porque insistem?
É mesmo assim, eu próprio já o disse.
Salvador Dacolá (seguir utilizador), 1 ponto , 15:50 | Quarta-feira, 9 de Dez de 2009
"...Em particular, falando de casamento entre homossexuais, eu gostava de saber uma única razão para que isto tenha que ser proibido e mesmo condenado. Só gostava de saber uma, é que eu nunca entendi o que é que muda nas nossas casas e nas nossas vidas se os nossos vizinhos homossexuais da casa ao lado de um dia para o outro se casarem. "PUM! Agora que aquelas duas se casaram a nossa vida ficou um inferno... que chatice..." A mim, não me parece que aconteça alguma coisa... sinceramente.

        Algumas pessoas falam em referendos... Vendo assim, também seria viável fazer um referendo para o Zé Povinho decidir: Poderá Palmira da Conceição casar-se com Manuel da Silva Freitas? A lei deve ser actualizada... andar para a frente! Para também, como é lógico, deixar as pessoas com a mente ocupada com assuntos que interessam de facto.

Vendo por outra perspectiva, será que os homossexuais se podem queixar de discriminação no que toca ao casamento? Uma vez que, para efeitos legais, nem eles podem casar-se com pessoas do mesmo sexo nem podem também os heterossexuais. A discriminação, ou melhor, a falha do sistema, que isso sim é mesmo grave, é a lei não reconhecer os homossexuais no meio desta história toda, a legislação funciona simplesmente sem reconhecer que as pessoas podem ter orientações sexuais variadas, e que, como tal, isso poderá ter alguma influência nas suas escolhas como cidadãos."
in http://rabulascosmicas.bl...
Homosexuais Iranianos
OscarAlhoII (seguir utilizador), 1 ponto , 20:30 | Quinta-feira, 17 de Dez de 2009
O presidente do Irão disse que não havia homosexuais no seu país, mas no dia seguite comunicou à imprensa iraniana que tinha mudado de ideias, depois de um abraço estranhamente longo do seu decorador de interiores.
    Re: Homosexuais Iranianos   
Davide Castro (seguir utilizador), 1 ponto , 14:53 | Domingo, 10 de Jan
Governo e Referendo
Davide Castro (seguir utilizador), 1 ponto , 7:33 | Domingo, 10 de Jan
Gostaria de revelar que esta é a primeira vez que faço uso deste site para comentar textos. Gostaria também de dizer que considero o texto bem escrito embora tenha passagens onde a opinião se torne complicada de entender. Em relação ao assunto em questão, nomeadamente, ao referendo; na minha opinião seria errado por várias razoes. Primeiro, acho correcto que um órgão politico legitimo como é o caso do Parlamento legisle sobre este tipo de assuntos porque fazia parte do programa politico do partido socialista para o qual foi eleito. Embora com uma maioria relativa, há que valer o conjunto de partidos da esquerda que juntamente com o PS constituem uma maioria absoluta e que são a favor do casamento homossexual. Portanto a questão da legitimidade já não é assunto para debate. Em segundo lugar, numa democracia liberal como Portugal se manifesta ser, Quem sou eu para decidir sobre o que é que os outros cidadãos devem escolher? - Obviamente que existem limites, se fosse o caso de adopção, aí teria de haver mais discussão e embora concorde estou consciente que envolve outras ideias e que se deva estudar a melhor maneira de o fazer possível e ao mesmo tempo salvaguardar as crianças.
De resto, Portugal é um país onde a religião predomina e torna estes 'taboos' difíceis de enfrentar. Um possível referendo iria enfraquecer a legitimidade do próprio governo porque estaria a assumir que não tem capacidade moral para responder a assuntos deste género.
Bom trabalho RAP e bom ano novo :)
Volte atrás e verifique a utilidade dos referendos
NÃO TENTO (seguir utilizador), 1 ponto , 14:16 | Domingo, 10 de Jan
Caro Ricardo, não brinque os referendos nunca deram nenhum resultado, acha que as pessoas ainda estão com paciência para ir votar. A classe politica hoje em dia é pouco credivel, e a eles se deve todo este alheamento. Só é pena o povo português ser tão sereno, senão, não tenha duvidas que metade das coisas que se passam neste país não tinham ocorrido.
A propria comunicação social está a fazer um mau trabalho, diz e não diz, o que quer é vender ideias mesmo que falsas, e não assume as responsabilidades.
Falta pouco para uma anarquia total.
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